• A libertação de um prisioneiro

    Durante o julgamento de Jesus diante de Pôncio Pilatos, o governador romano tenta aproveitar o costume pascal de libertar um prisioneiro para evitar condenar Jesus. Ele propõe à multidão escolher entre Jesus e Barrabás, um criminoso notório, convencido de que o povo fará a escolha certa. A intervenção de sua mulher reforça suas hesitações. Esta cena, atestada pelos quatro evangelhos, ilustra a manipulação das autoridades religiosas e prefigura teologicamente a substituição redentora.

    Lucas 23.17-22 (Bíblia Livre) :
    E ele tinha de soltar-lhes alguém durante a festa.Porém todos clamavam juntos, dizendo: Tirai-o daqui! E soltai Barrabás para nós!(O qual por uma rebelião feita na cidade, e por uma morte, tinha sido lançado na prisão).Pilatos falou-lhes então outra vez, querendo soltar Jesus.Mas eles clamavam, dizendo: Crucifica -o ! crucifica-o!E ele lhes disse a terceira vez: Pois que mal este fez? Nenhuma culpa de morte nele eu achei. Então eu o castigarei, e depois o soltarei.
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  • Os diversos maus-tratos e a flagelação

    PER347 analisa a flagelação e os maus-tratos infligidos a Jesus no pretório de Pôncio Pilatos, na manhã de sexta-feira da Paixão. Prática romana padronizada que precedia a crucificação, esse suplício é acompanhado de zombarias dos soldados (coroa de espinhos, manto de púrpura). O artigo compara os relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João numa abordagem sinótica, destacando a violência institucional romana e a dignidade conservada por Jesus apesar dos ultrajes.

    João 18.39-40 (Bíblia Livre) :
    Mas vós tendes por costume que eu vos solte um pela páscoa. Quereis pois que vos solte ao Rei dos Judeus?Voltaram pois todos a clamar, dizendo: Não a este, mas a Barrabás!E Barrabás era um ladrão.
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  • Os esforços de Pilatos para salvar Jesus

    A perícope PER348 analisa as tentativas repetidas de Pôncio Pilatos de salvar Jesus durante o julgamento diante do pretório em Jerusalém, numa sexta-feira de manhã. Baseada principalmente em João 19.4-15, ela reconstitui as pressões políticas e religiosas que levam Pilatos a condenar Jesus apesar da sua convicção de que ele era inocente. Esta passagem revela a tensão entre justiça, poder político e autoridade religiosa durante a Paixão de Cristo.

    Lucas 23.13-25 (Bíblia Livre) :
    E Pilatos, convocando aos chefes dos sacerdotes, aos líderes, e ao povo, disse-lhes:Vós me trouxestes a este homem, como que perverte o povo; e eis que eu, examinando-o em vossa presença, nenhuma culpa eu acho neste homem, das de que o acusais.E nem também Herodes; porque a ele eu vos remeti; e eis que ele nada fez para que seja digno de morte.Então eu o castigarei, e depois o soltarei.E ele tinha de soltar-lhes alguém durante a festa.Porém todos clamavam juntos, dizendo: Tirai-o daqui! E soltai Barrabás para nós!(O qual por uma rebelião feita na cidade, e por uma morte, tinha sido lançado na prisão).Pilatos falou-lhes então outra vez, querendo soltar Jesus.Mas eles clamavam, dizendo: Crucifica -o ! crucifica-o!E ele lhes disse a terceira vez: Pois que mal este fez? Nenhuma culpa de morte nele eu achei. Então eu o castigarei, e depois o soltarei.Mas eles continuavam, com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E seus gritos, e os dos chefes dos sacerdotes, prevaleceram.Então Pilatos julgou que se fizesse o que pediam.E soltou-lhes ao que fora lançado na prisão por uma rebelião e uma morte, que era o que pediam; porém a Jesus lhes entregou à sua vontade.
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  • O titulus de Pilatos

    O titulus de Pilatos é a placa colocada na cruz de Jesus com a inscrição 'Jesus de Nazaré, o rei dos judeus', redigida em hebraico, latim e grego. Pilatos impõe essa formulação apesar do protesto dos principais sacerdotes, afirmando assim uma autoridade simbólica depois de ter cedido quanto à condenação. Esse ato revela uma ironia trágica: a inscrição proclama publicamente a realeza de Jesus no exato momento de sua morte.

    Lucas 23.23 (Bíblia Livre) :
    Mas eles continuavam, com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E seus gritos, e os dos chefes dos sacerdotes, prevaleceram.
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  • O caminho até o monte Gólgota, ajuda de Simão de Cirene

    PER350 analisa o caminho de Jesus até o monte Gólgota, a partir do pretório de Pilatos. Enfraquecido pela flagelação, Jesus não consegue mais carregar sozinho a sua cruz. Simão de Cirene é requisitado pelos soldados. Lucas menciona mulheres em lágrimas na multidão, Mateus relata a recusa de Jesus a uma bebida anestésica. Marcos identifica Simão como pai de Alexandre e Rufo, figuras conhecidas das primeiras comunidades cristãs. Uma sinopse de Mateus, Marcos e Lucas esclarece este episódio que precede imediatamente a crucificação, datada da sexta-feira de manhã, por volta das 9 horas.

    Marcos 15.21-23 (Bíblia Livre) :
    E forçaram um Simão cireneu, que estava passando, vindo do campo, o pai de Alexandre e de Rufo, para que levasse sua cruz.E o levaram ao lugar de Gólgota, que traduzido é: o lugar da caveira.E ofereceram-lhe a beber vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.
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  • A crucificação

    A perícope PER352 analisa a crucificação de Jesus no monte Gólgota através dos quatro evangelhos. Situa o acontecimento por volta das 9 h de uma manhã de sexta-feira, examina o cumprimento das profecias (Isaías 53,12; Salmo 22,19), os detalhes técnicos da crucificação, a inscrição real e as zombarias das testemunhas. Uma leitura sinótica rigorosa que articula história, cronologia e teologia.

    Marcos 15.25 (Bíblia Livre) :
    Era a hora terceira, e o crucificaram.
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