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O sermão da montanha (18), um incentivo à oração

O artigo explora a forma como Jesus, no Sermão da Montanha, incentiva a oração persistente, salientando que Deus responde àqueles que pedem com insistência. Ilustra este conceito com analogias paternalistas e põe em evidência a bondade divina.

4 min Sermão Montanha oração 4 versículos 2 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 7.7-11 (Bíblia Livre)

Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e vos será aberto;

Pois qualquer um que pede recebe; e quem busca acha; e ao que bate lhe é aberto.

E quem há dentre vós que, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?

E se pedir peixe, lhe dará uma serpente?

Ora, se vós, sendo maus, sabeis dar bons presentes a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!

Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas (Bíblia Livre) não citado no livro
João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Gráfico de barras do ano 31

Local: No planalto abaixo de uma montanha perto de Cafarnaum, na Galileia

Data: Depois da peregrinação pascal a Jerusalém, a 5 de abril de 31

Método: Prosseguiremos com Mateus

Nota sobre o método: Só Mateus aborda este tema no contexto do Sermão da Montanha.

Cafarnaum

O Messias, Jesus, aborda novamente o tema da oração.

O sermão da montanha, um incentivo à oração

A multidão 17

Comentários

Examinamos o sermão da montanha, dividido em 21 secções.

Mateus 6.6-13 já abordava a oração, fornecendo um modelo. Agora, esclarece a resposta de Deus àqueles que oram. Não há dúvida de que Deus escuta aqueles que lhe pedem com perseverança. Embora a palavra «insistência» não esteja explicitamente escrita, o uso dos verbos no presente significa: continuem a pedir, continuem a procurar e continuem a bater.

Além disso, a associação dos verbos pedir, procurar e bater mostra uma determinação do discípulo que exclui qualquer pedido fútil.

O conceito é bastante simples: Deus é comparado a um pai que gosta de oferecer coisas boas àqueles que lhas pedem com persistência. O Messias Jesus compara assim a relação do discípulo com Deus à de um pai com os seus filhos.

É importante notar que Jesus se dirige principalmente a discípulos (Mateus 5.1; Lucas 6.20). Note-se que alguns especialistas pensam que a passagem de Lucas descreve um acontecimento diferente do de Mateus, devido às variações entre os relatos. Esta passagem é mesmo chamada o "sermão da planície".

A este respeito, a nossa posição é que o Mestre repetiu muitas vezes este ensinamento, integrando estes diversos temas de forma intrínseca nos seus discursos.

Aqui, o Messias Jesus vai ainda mais longe ao afirmar que, apesar da maldade inerente à natureza humana, uma pessoa é capaz de dar coisas boas aos seus filhos. Por conseguinte, Deus, que é bom por essência, dará coisas boas com ainda maior facilidade.

Esta passagem ilustra, portanto, uma verdade extraordinária e fundamental: Deus escuta atentamente as orações constantes dos seus fiéis e, mais crucial ainda, está pronto a atendê-las, oferecendo coisas boas aos seus filhos.