• A parábola do joio e do trigo

    A parábola do joio e do trigo (Mateus 13.24-30), exclusiva de Mateus, ensina a coexistência do bem e do mal no mundo até ao juízo final. Nela, Jesus ilustra a paciência de Deus, que adia a separação entre justos e ímpios até à colheita escatológica, confiada aos anjos. Esta parábola insere-se numa profunda reflexão bíblica sobre a prosperidade aparente dos ímpios, partilhada por Habacuque, Asafe, Jeremias e Job.

    Habacuque 1.2-13 (Bíblia Livre) :
    Até quando, SENHOR, eu clamarei, e tu não ouvirás? Até quando gritarei a ti: Violência!, e tu não salvarás?Por que me fazes ver a injustiça, e vês a opressão? Pois assolação e violência estão em frente de mim, há brigas, e disputas se levantam.Por isso que a lei é enfraquecida, e o juízo nunca se cumpre: porque o perverso cerca o justo, por o juízo é distorcido.Vede entre as nações, e prestai atenção, e espantai-vos, espantai-vos; porque uma obra será feita em vossos dias, que quando for contada, não acreditareis.Porque eis que eu levanto os caldeus, uma nação amarga e veloz, que caminha pelas larguras da terra para tomar posse de moradas que não são suas.Ela é espantosa é e terrível; que impõe seu próprio julgamento e sua própria honra.E seus cavalos são mais rápidos que os leopardos, e mais ferozes que lobos de tarde; e seus cavaleiros avançam; seus cavaleiros virão de longe, e voarão como águias que se apressam para devorar.Todos eles vêm para fazer violência; seus rostos estão orientados; e juntarão cativos como areia.E escarnecerão dos reis, e zombarão dos príncipes; rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.Logo mudarão, e passarão adiante como o vento; porém culpado será quem confiar na força de seu deus.Não és tu desde o princípio, ó SENHOR, meu Deus, meu Santo? Não morreremos. Ó SENHOR, tu os puseste para executar o julgamento; e tu, ó Rocha, os estabeleceste para castigar.Teus olhos são puros demais para veres o mal, e não podes observar a opressão; ora, por que olharias aos enganadores, e calarias quando o perverso devora ao mais justo que ele?
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