ANN126

Cronologia detalhada dos acontecimentos relacionados à ressurreição

O artigo examina de modo aprofundado a cronologia dos acontecimentos em torno da ressurreição de Jesus, harmonizando os relatos dos evangelhos. Apoia-se na inteligência artificial para verificar e formular hipóteses, desde a crucificação até o sepultamento de Jesus, incluindo o papel das mulheres nesses acontecimentos.

229 min ressurreição Jesus evangelhos harmonização cronologia 359 versículos 6 livros

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Introdução

No anexo ANN107 intitulado Harmonização dos textos sobre a ressurreição, apresentamos as conclusões de nossas pesquisas sobre a cronologia dos acontecimentos que cercam a ressurreição do Messias Jesus. No entanto, algumas das soluções adotadas permanecem no campo da hipótese, pois a harmonização dos quatro relatos evangélicos constitui um exercício particularmente complexo.

A nosso ver, os relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João não se contradizem. Contudo, sua complementaridade implica às vezes várias possibilidades de interpretação quanto à ordem precisa de certos acontecimentos ou aos deslocamentos das diferentes testemunhas. Em vários casos, tivemos portanto de privilegiar a hipótese que nos parecia mais coerente com o conjunto dos dados bíblicos disponíveis.

Para submeter nosso trabalho a um olhar externo e pôr à prova nossas conclusões, solicitamos uma análise crítica realizada com o auxílio de uma . O objetivo não era substituir nosso estudo, mas identificar eventuais fragilidades, examinar hipóteses alternativas e verificar a solidez de nosso raciocínio.

O presente anexo expõe as principais observações, comentários e críticas formulados ao término desse exame. O leitor poderá assim avaliar os pontos fortes de nossa reconstituição cronológica, mas também as passagens que continuam em discussão ou que podem dar lugar a interpretações diferentes.

I. A pergunta à IA

Esta é a pergunta que fizemos à IA: Você é capaz de retomar todos os elementos descritos nas seguintes passagens: Mateus 27.57-66, Mateus 28.1-20, Marcos 15.42-47, Marcos 16.1-20, Lucas 23.50-56, Lucas 24.1-53, João 19.33-37, João 19.38-42, João 20.1-28 e João 21.1-23, e depois propor uma cronologia ponto a ponto integrando todos os acontecimentos relatados?

Cada etapa deverá ser apresentada da seguinte forma: Ponto n.º 1, Ponto n.º 2, etc.

II. Eis a resposta

Sim. Harmonizando o conjunto dos relatos e procurando integrar todos os acontecimentos relatados por Mateus, Marcos, Lucas e João, pode-se propor a seguinte cronologia. Alguns pontos continuam em discussão, mas essa reconstituição permite incluir a totalidade das informações mencionadas nas passagens que você citou.

Cronologia harmonizada dos acontecimentos desde a morte do Messias Jesus até as aparições na Galileia

Sexta-feira, 1º de abril do ano 33 – Fim da crucificação

Ponto n.º 1

Jesus morre na cruz por volta da hora nona, isto é, cerca das 15 h (Mateus 27.50 ; Marcos 15.37 ; Lucas 23.46 ; João 19.30).

Ponto n.º 2

Os soldados quebram as pernas dos dois ladrões crucificados com Jesus para acelerar-lhes a morte (João 19.31-32).

Ponto n.º 3

Constatando que Jesus já está morto, os soldados não lhe quebram as pernas (João 19.33).

Ponto n.º 4

Um soldado perfura o lado de Jesus com uma lança, e dele saem sangue e água (João 19.34-37).

Ponto n.º 5

José de Arimateia pede a Pilatos autorização para tomar o corpo de Jesus (Mateus 27.57-58 ; Marcos 15.42-45 ; Lucas 23.50-52 ; João 19.38).

Ponto n.º 6

Pilatos verifica com o que Jesus realmente morreu (Marcos 15.44-45).

Ponto n.º 7

Pilatos autoriza José a retirar o corpo (Marcos 15.45).

Ponto n.º 8

Nicodemos se une a José com uma mistura de mirra e aloés (João 19.39).

Ponto n.º 9

O corpo é descido da cruz (João 19.38).

Ponto n.º 10

José e Nicodemos envolvem o corpo em panos de linho com os aromas, segundo o costume judaico (João 19.40).

Ponto n.º 11

Jesus é colocado no túmulo novo pertencente a José de Arimateia (Mateus 27.59-60 ; Marcos 15.46 ; Lucas 23.53 ; João 19.41-42).

Ponto n.º 12

Uma grande pedra é rolada diante da entrada do túmulo (Mateus 27.60 ; Marcos 15.46).

Ponto n.º 13

Maria Madalena e as outras mulheres observam o local do túmulo (Mateus 27.61 ; Marcos 15.47 ; Lucas 23.55).

Ponto n.º 14

As mulheres voltam para preparar aromas e perfumes (Lucas 23.56).

Ponto n.º 15

O começa e elas descansam conforme o mandamento (Lucas 23.56).

Sábado, 2 de abril do ano 33

Ponto n.º 16

Os principais sacerdotes e os vão a Pilatos (Mateus 27.62-63).

Ponto n.º 17

Pedem que o túmulo seja guardado até o terceiro dia (Mateus 27.64).

Ponto n.º 18

Pilatos autoriza a colocação de uma guarda (Mateus 27.65).

Ponto n.º 19

O túmulo é selado e vigiado por soldados (Mateus 27.66).

Domingo, 3 de abril do ano 33 – Dia da ressurreição

Antes da chegada das mulheres

Ponto n.º 20

Sobrevém um violento terremoto (Mateus 28.2).

Ponto n.º 21

Um anjo desce do céu e rola a pedra (Mateus 28.2).

Ponto n.º 22

Os guardas, tomados de pavor, ficam como mortos (Mateus 28.4).

Ponto n.º 23

Jesus já ressuscitou (Mateus 28.6 ; Marcos 16.6 ; Lucas 24.6).

Visita das mulheres

Ponto n.º 24

Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, Salomé, Joana e outras mulheres vão ao túmulo com os aromas (Mateus 28.1 ; Marcos 16.1 ; Lucas 24.1,10 ; João 20.1).

Ponto n.º 25

No caminho, perguntam-se quem rolará a pedra (Marcos 16.3).

Ponto n.º 26

Constatam que a pedra já foi removida (Marcos 16.4 ; Lucas 24.2 ; João 20.1).

Ponto n.º 27

Maria Madalena deixa imediatamente o grupo para avisar Pedro e João (João 20.2).

Ponto n.º 28

As outras mulheres prosseguem sua visita ao túmulo (Lucas 24.3).

Ponto n.º 29

Veem os anjos, que anunciam a ressurreição (Mateus 28.5-7 ; Marcos 16.5-7 ; Lucas 24.4-8).

Ponto n.º 30

As mulheres deixam o túmulo para avisar os discípulos (Mateus 28.8 ; Lucas 24.9).

Ponto n.º 31

Jesus aparece às mulheres no caminho (Mateus 28.9-10).

Visita de Pedro e João

Ponto n.º 32

Maria Madalena informa a Pedro e a João que o túmulo está vazio (João 20.2).

Ponto n.º 33

Pedro e João correm para o túmulo (João 20.3-4).

Ponto n.º 34

João chega primeiro (João 20.4).

Ponto n.º 35

Constatam a presença dos panos de linho e do lenço dobrado (João 20.5-7).

Ponto n.º 36

João começa a crer na ressurreição (João 20.8).

Ponto n.º 37

Pedro e João voltam a partir (João 20.10 ; Lucas 24.12).

Aparição a Maria Madalena

Ponto n.º 38

Maria permanece junto ao túmulo chorando (João 20.11).

Ponto n.º 39

Vê dois anjos sentados no túmulo (João 20.12-13).

Ponto n.º 40

Jesus lhe aparece (João 20.14-17 ; Marcos 16.9).

Ponto n.º 41

Maria anuncia aos discípulos que viu o Senhor (João 20.18).

Reações diversas

Ponto n.º 42

As mulheres relatam aos apóstolos todos os acontecimentos (Lucas 24.9-11).

Ponto n.º 43

Os discípulos não acreditam nelas (Marcos 16.11 ; Lucas 24.11).

Ponto n.º 44

Os guardas relatam os acontecimentos às autoridades religiosas (Mateus 28.11).

Ponto n.º 45

Os líderes religiosos subornam os guardas para espalhar a tese do roubo do corpo (Mateus 28.12-15).

Aparições do domingo

Ponto n.º 46

Jesus aparece a Simão Pedro (Lucas 24.34 ; 1 Coríntios 15.5).

Ponto n.º 47

Jesus aparece aos dois discípulos no caminho de Emaús (Marcos 16.12-13 ; Lucas 24.13-32).

Ponto n.º 48

Os dois discípulos voltam a Jerusalém (Lucas 24.33-35).

Ponto n.º 49

Jesus aparece aos discípulos reunidos, sem Tomé (Marcos 16.14 ; Lucas 24.36-49 ; João 20.19-23).

Oito dias depois

Ponto n.º 50

Tomé está presente com os demais discípulos (João 20.24-26).

Ponto n.º 51

Jesus aparece novamente e convida Tomé a examinar os seus ferimentos (João 20.27).

Ponto n.º 52

Tomé confessa: «Meu Senhor e meu Deus» (João 20.28).

Aparições na Galileia

Ponto n.º 53

Os discípulos vão para a Galileia conforme as instruções recebidas (Mateus 28.10 ; Mateus 28.16).

Ponto n.º 54

Jesus aparece a sete discípulos à beira do (João 21.1-14).

Ponto n.º 55

Pesca milagrosa dos 153 peixes (João 21.6-11).

Ponto n.º 56

Refeição com Jesus ressuscitado (João 21.12-14).

Ponto n.º 57

Conversa entre Jesus e Pedro: «Apascenta as minhas ovelhas» (João 21.15-17).

Ponto n.º 58

Anúncio do futuro martírio de Pedro (João 21.18-19).

Ponto n.º 59

Conversa a respeito do futuro de João (João 21.20-23).

Grande comissão

Ponto n.º 60

Jesus aparece aos onze no monte indicado na Galileia (Mateus 28.16-17).

Ponto n.º 61

Confia-lhes a missão de evangelizar todas as nações (Mateus 28.18-20 ; Marcos 16.15-18).

Esta cronologia contém o conjunto dos acontecimentos relatados nas passagens que você citou. Constitui uma base sólida para prosseguir em seguida com as aparições adicionais mencionadas em (1 Coríntios 15.5-8) e terminar com a ascensão descrita em (Lucas 24.50-53) e (Atos 1.1-11).

III. Comparação com a nossa cronologia

Estamos muito próximos dos resultados que publicamos no anexo ANN 107 : Harmonização dos textos sobre a ressurreição. Trata-se, de fato, da cronologia mais crível segundo nossas pesquisas, dada a falta de informação em certos momentos dos Evangelhos.

Em seguida, fizemos à IA a seguinte pergunta: Alguns elementos dessa cronologia levantam dificuldades de interpretação?

IV. Segunda resposta da IA

Sim. Sua cronologia é globalmente coerente e harmoniza bem os quatro Evangelhos, mas vários pontos permanecem delicados do ponto de vista exegético. Alguns são relativamente menores, ao passo que outros constituem verdadeiros nós cronológicos.

  1. Maria Madalena deixa realmente o grupo antes dos anjos? (Ponto n.º 27)

É provavelmente a dificuldade mais importante.

Sua cronologia repousa na seguinte ideia:

  • Maria vê a pedra removida;
  • parte imediatamente para avisar Pedro e João (João 20.2);
  • as outras mulheres ficam no local e veem os anjos (Mateus 28.5-7 ; Lucas 24.4-8).

Essa solução é amplamente utilizada porque harmoniza razoavelmente bem João com os Sinóticos.

No entanto:

  • João não diz explicitamente que Maria deixa o grupo antes do encontro com os anjos.
  • Mateus parece antes apresentar Maria Madalena como presente durante a mensagem do anjo (Mateus 28.1-10).

Sua hipótese é plausível, mas constitui uma reconstrução.

  1. A aparição às mulheres (Ponto n.º 31)

Você coloca:

  • a mensagem dos anjos;
  • a partida das mulheres;
  • a aparição de Jesus às mulheres.

Isso está de acordo com Mateus.

A dificuldade é que João não menciona de modo algum essa aparição coletiva.

Existem duas soluções:

Hipótese A

Jesus aparece:

  • primeiro às mulheres;
  • depois a Maria Madalena.

Hipótese B

A aparição às mulheres e a aparição a Maria são o mesmo acontecimento relatado de maneira diferente.

O seu estudo parece antes privilegiar a distinção entre os dois acontecimentos, que é hoje a hipótese mais difundida.

  1. Aparição a Maria Madalena: primeira ou segunda aparição? (Pontos n.º 31 e n.º 40)

Marcos afirma:

«Havendo Jesus ressuscitado na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena» (Marcos 16.9).

A palavra «primeiro» cria uma tensão.

Se Jesus já aparece às outras mulheres em Mateus 28.9 antes de se mostrar a Maria a sós em João 20.14-17, então Maria deixa de ser a primeira.

É um dos problemas mais debatidos.

Duas soluções principais:

Solução 1

Maria está presente no grupo das mulheres.

Marcos simplesmente enfatiza a sua pessoa.

Solução 2

A aparição de Mateus 28.9 diz respeito unicamente ao grupo que inclui Maria.

João desenvolve em seguida esse episódio.

Você já explorou essa pista em seus trabalhos.

  1. Pedro e João veem os anjos? (Pontos n.º 35-39)

Sua cronologia supõe:

  • Pedro e João visitam o túmulo;
  • nenhum anjo é visível;
  • eles vão embora;
  • os anjos aparecem depois a Maria.

O texto de João permite essa leitura.

No entanto, alguns leitores acham surpreendente:

  • que os anjos estejam presentes antes;
  • ausentes durante a visita dos apóstolos;
  • e depois visíveis após a partida deles.

Não é impossível biblicamente, mas é um ponto sensível.

  1. A aparição a Pedro (Ponto n.º 46)

Lucas indica simplesmente:

«Ressuscitou verdadeiramente o Senhor e já apareceu a Simão» (Lucas 24.34).

Paulo também confirma essa aparição (1 Coríntios 15.5).

O problema é que:

  • nenhum Evangelho relata esse episódio.

Ignoramos:

  • a hora;
  • o lugar;
  • as circunstâncias.

Sua posição é lógica, mas o seu lugar exato no decorrer do dia continua hipotético.

  1. Marcos 16.9-20

Você já o identificou.

Marcos resume:

  • Maria Madalena;
  • os discípulos de Emaús;
  • os Onze.

Sem dar indicações temporais precisas.

Isso dificulta o uso de Marcos para construir uma cronologia detalhada.

  1. João 21 e Mateus 28

A ordem entre:

  • a aparição à beira do lago (João 21);
  • a aparição no monte da Galileia (Mateus 28.16-20)

não está precisada.

Você coloca:

  1. João 21;
  2. Mateus 28.

Provavelmente é a ordem mais natural, mas continua sendo uma dedução.

  1. Os guardas e o terremoto

Mateus é o único que menciona:

  • a guarda;
  • o selo;
  • o terremoto;
  • o anjo que rola a pedra.

A integração desses acontecimentos não levanta contradição, mas depende da ideia de que Mateus traz aqui informações ausentes nos outros evangelistas.

Minha avaliação global

Eu distinguiria:

Pontos muito sólidos (baixo nível de incerteza)

  • Sepultamento.
  • Intervenção de José e Nicodemos.
  • Visita das mulheres.
  • Visita de Pedro e João.
  • Aparição aos discípulos sem Tomé.
  • Aparição com Tomé.
  • Aparições na Galileia.

Pontos moderadamente incertos

  • Momento exato em que Maria deixa o grupo.
  • Número de idas e vindas de Maria.
  • Lugar preciso da aparição a Pedro.
  • Ordem João 21 / Mateus 28.

O ponto mais delicado

O verdadeiro nó de toda harmonização continua sendo a relação entre:

  • (Mateus 28.9-10): aparição às mulheres;
  • (Marcos 16.9): aparição primeiro a Maria;
  • (João 20.11-18): aparição a Maria a sós.

É em torno desses três textos que se decide o essencial da reconstituição cronológica. Todas as outras dificuldades são relativamente secundárias em comparação.

V. Pedimos então à IA que nos propusesse uma cronologia mais fiel

Sim, existem pelo menos duas outras harmonizações importantes que podem ser defendidas. Contudo, cada uma resolve certos problemas criando outros. Depois de examinar o conjunto dos textos, não tenho certeza de que sejam mais fiéis do que a sua cronologia; elas se baseiam simplesmente em escolhas interpretativas diferentes.

Hipótese n.º 1: Maria Madalena permanece com as outras mulheres

É provavelmente a harmonização mais simples à primeira vista.

Desenrolar

  1. Todas as mulheres chegam juntas ao túmulo (Mateus 28.1 ; Marcos 16.1 ; Lucas 24.1 ; João 20.1).
  2. Veem os anjos juntas (Mateus 28.5-7 ; Marcos 16.5-7 ; Lucas 24.4-8).
  3. Jesus aparece às mulheres (Mateus 28.9-10).
  4. Maria Madalena faz parte desse grupo.
  5. João 20.11-18 seria então um retorno no tempo detalhando a experiência pessoal de Maria.

Vantagens

  • Mateus 28 é lido de maneira muito natural.
  • Maria permanece com as outras mulheres.
  • Marcos 16.9 se explica pelo fato de Maria ser a figura principal do grupo.

Inconvenientes

  • João 20.2 torna-se difícil de explicar:

«Tiraram o Senhor...»

Maria parece então ignorar completamente a ressurreição.

Ora, nessa hipótese ela já teria ouvido os anjos.

É uma dificuldade importante.

Hipótese n.º 2: João 20.11-18 é um retorno no tempo

É muito próxima da hipótese que você desenvolve atualmente.

Desenrolar

  1. As mulheres chegam juntas.
  2. Veem os anjos.
  3. Jesus aparece às mulheres.
  4. Maria transmite o anúncio.
  5. Pedro e João vão ao túmulo.
  6. João 20.11-18 volta depois no tempo para relatar com mais detalhes o que Maria viveu.

Vantagens

  • Marcos 16.9 («apareceu primeiro a Maria») torna-se mais fácil de compreender.
  • Mateus 28 e João 20 descreveriam essencialmente a mesma aparição.

Inconvenientes

  • João 20.11 começa naturalmente depois de João 20.10:

«Maria ficou do lado de fora...»

O texto parece prosseguir a história em vez de voltar atrás.

É preciso, portanto, supor uma mudança cronológica não assinalada.

Hipótese n.º 3: Vários grupos de mulheres

Essa solução é frequentemente adotada pelos harmonistas clássicos.

Desenrolar

Grupo 1:

  • Maria Madalena.

Grupo 2:

  • Maria mãe de Tiago.
  • Salomé.
  • Joana.
  • outras mulheres.

Os grupos partem em momentos ligeiramente diferentes e chegam ao túmulo em momentos diferentes.

Vantagens

  • Resolve várias dificuldades.
  • Explica as variações nas listas de mulheres.

Inconvenientes

  • Os textos nunca falam explicitamente de vários grupos.
  • A reconstituição torna-se muito complexa.
  • Às vezes acaba-se multiplicando os deslocamentos para resolver cada dificuldade.

Na minha opinião

Paradoxalmente, a sua cronologia atual continua sendo provavelmente a mais próxima da leitura natural de João.

Por quê?

Porque leva a sério três elementos:

João 20.2

Maria ainda ignora a ressurreição.

João 20.11

Maria parece voltar ao túmulo depois da partida de Pedro e João.

João 20.18

Maria transmite um segundo anúncio diferente do primeiro.

Esses três versículos formam uma sequência muito coerente:

  1. túmulo vazio;
  2. anúncio aos discípulos;
  3. visita de Pedro e João;
  4. encontro com Jesus;
  5. segundo anúncio.

É precisamente isso que torna sólida a sua reconstituição.

O único ponto que continua realmente problemático

É Marcos 16.9:

«Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena.»

e Mateus 28.9:

«Jesus veio ao encontro delas.»

Se se entende Mateus como uma aparição a todo o grupo das mulheres antes de João 20.14-17, então Maria deixa de ser a primeira pessoa a ver Jesus.

Por isso muitas harmonizações acabam concluindo que:

  • Maria estava presente no grupo de Mateus;
  • Mateus resume o acontecimento de forma coletiva;
  • João desenvolve em seguida o seu testemunho pessoal.

Em outras palavras, a verdadeira escolha cronológica não se situa entre João e os Sinóticos, mas na maneira de relacionar Mateus 28.9, Marcos 16.9 e João 20.14-18. É o ponto em que nenhuma harmonização está totalmente isenta de dificuldades.

VI. Pedido à IA para que proponha outra cronologia

Esta é a resposta da IA à nossa pergunta: Proponha-me então um texto geral sobre a melhor cronologia, sempre com os diferentes pontos e as referências bíblicas.

Proposta de cronologia harmonizada dos acontecimentos do dia da ressurreição

A análise comparativa dos relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João mostra que os evangelistas não procuram fornecer uma cronologia detalhada de cada deslocamento efetuado durante o dia da ressurreição. Cada autor seleciona os elementos que julga mais significativos e enfatiza certas testemunhas particulares. Uma harmonização dos relatos é, portanto, necessária para reconstituir o encadeamento mais provável dos acontecimentos.

A cronologia proposta a seguir baseia-se numa leitura que respeita a ordem natural do relato de João, integrando ao mesmo tempo as informações complementares fornecidas pelos Evangelhos sinóticos. Essa solução apresenta a vantagem de explicar a maioria das dificuldades aparentes sem exigir retornos importantes no tempo da narrativa.

Ponto n.º 1: O terremoto e a intervenção do anjo

Antes da chegada das mulheres ao túmulo, ocorre um violento terremoto. Um anjo desce do céu, rola a pedra que fecha o sepulcro e toma lugar nas proximidades. Os guardas ficam tomados de pavor e permanecem como mortos (Mateus 28.2-4).

Ponto n.º 2: A chegada das mulheres

Ao raiar do primeiro dia da semana, várias mulheres vão ao túmulo para concluir os cuidados fúnebres iniciados antes do . O grupo inclui particularmente Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, Salomé, Joana e outras mulheres vindas da Galileia (Mateus 28.1 ; Marcos 16.1 ; Lucas 24.1,10 ; João 20.1).

Ponto n.º 3: A descoberta da pedra removida

Ao chegarem perto do túmulo, as mulheres constatam que a pedra já foi removida. Maria Madalena parece então deixar rapidamente o grupo antes de ter recebido a explicação dos anjos. Seu testemunho posterior mostra, com efeito, que ela ainda pensa num desaparecimento do corpo e não numa ressurreição (João 20.2).

Ponto n.º 4: Maria Madalena avisa os discípulos

Maria Madalena volta imediatamente a Jerusalém para informar Simão Pedro e João. Sua mensagem é explícita: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o puseram» (João 20.2). Essa declaração mostra que ela ainda ignora o significado dos acontecimentos.

Ponto n.º 5: As outras mulheres recebem a mensagem dos anjos

Nesse meio-tempo, as outras mulheres prosseguem sua visita ao túmulo. Entram no sepulcro e recebem o testemunho dos anjos, que anunciam que Jesus ressuscitou. Os mensageiros celestiais pedem-lhes que transmitam essa notícia aos discípulos (Mateus 28.5-7 ; Marcos 16.5-7 ; Lucas 24.3-8).

Ponto n.º 6: Pedro e João vão ao túmulo

Depois de ouvirem o testemunho de Maria Madalena, Pedro e João correm para o túmulo (João 20.3-4 ; Lucas 24.12). Descobrem os panos de linho cuidadosamente colocados, bem como o lenço enrolado separadamente (João 20.6-7). O túmulo não apresenta nenhum sinal de profanação nem de roubo precipitado.

Ponto n.º 7: João começa a compreender

Diante dessas constatações, João parece apreender progressivamente a realidade da ressurreição, ainda que a plena compreensão das Escrituras ainda não tenha sido alcançada (João 20.8-9).

Ponto n.º 8: Pedro e João vão embora

Depois da visita, Pedro e João voltam a Jerusalém (João 20.10 ; Lucas 24.12). Nenhum dos dois relata ter visto os anjos, o que sugere que estes só se manifestaram às mulheres.

Ponto n.º 9: Maria Madalena volta ao túmulo

Maria Madalena volta ao túmulo depois da partida dos dois discípulos. Ficando sozinha junto ao sepulcro, chora e olha para dentro (João 20.11).

Ponto n.º 10: Maria vê os anjos

Maria avista então dois anjos sentados no lugar onde havia sido posto o corpo de Jesus (João 20.12-13). Eles lhe perguntam por que chora.

Ponto n.º 11: Primeira aparição do Senhor ressuscitado

Ao voltar-se, Maria vê Jesus sem reconhecê-lo imediatamente. Quando ele a chama pelo nome, ela identifica o seu Mestre (João 20.14-16). Segundo Marcos, ela é a primeira pessoa explicitamente mencionada como tendo visto o Senhor ressuscitado (Marcos 16.9).

Ponto n.º 12: As mulheres também encontram Jesus

Paralelamente, as outras mulheres que saem do túmulo também encontram o Senhor ressuscitado. Jesus as saúda e lhes confirma a missão de avisar os discípulos (Mateus 28.8-10).

Ponto n.º 13: As mulheres anunciam a ressurreição

Maria Madalena e as outras mulheres relatam aos discípulos o que viram e ouviram. Os apóstolos acolhem inicialmente os testemunhos delas com incredulidade (Marcos 16.10-11 ; Lucas 24.9-11 ; João 20.18).

Ponto n.º 14: Os guardas testemunham diante das autoridades

Entretanto, os guardas vão aos principais sacerdotes para relatar os acontecimentos ocorridos no túmulo. As autoridades religiosas decidem então espalhar a explicação de um suposto roubo do corpo pelos discípulos (Mateus 28.11-15).

Ponto n.º 15: Aparição a Simão Pedro

No decorrer desse mesmo dia, o Senhor aparece pessoalmente a Simão Pedro. Essa aparição é mencionada por Lucas e confirmada pelo apóstolo Paulo (Lucas 24.34 ; 1 Coríntios 15.5).

Ponto n.º 16: Aparição aos discípulos de Emaús

Mais tarde no mesmo dia, Jesus se junta a dois discípulos que iam a Emaús. Depois de lhes explicar as Escrituras, faz-se reconhecer ao partir o pão (Lucas 24.13-35 ; Marcos 16.12-13).

Ponto n.º 17: Aparição aos discípulos reunidos

Na noite desse mesmo dia, estando os discípulos reunidos em Jerusalém, Jesus aparece no meio deles apesar das portas fechadas. Mostra-lhes as mãos e o lado, come diante deles e lhes lembra o cumprimento das Escrituras (Lucas 24.36-49 ; João 20.19-23 ; Marcos 16.14).

Ponto n.º 18: Aparição a Tomé

Oito dias depois, Jesus aparece de novo aos discípulos, estando Tomé presente. Este reconhece então a realidade da ressurreição e confessa: «Meu Senhor e meu Deus» (João 20.24-29).

Ponto n.º 19: Aparições na Galileia

Conforme as instruções recebidas, os discípulos vão para a Galileia, onde o Senhor lhes aparece em várias ocasiões. Manifesta-se particularmente a sete discípulos à beira do e realiza uma pesca milagrosa (João 21.1-14). Em seguida, confia a Pedro uma responsabilidade pastoral particular e anuncia o seu futuro martírio (João 21.15-23).

Ponto n.º 20: A missão confiada aos discípulos

Por fim, Jesus se reúne com os onze no monte que lhes havia indicado na Galileia. Confia-lhes a missão de fazer discípulos de todas as nações e lhes promete a sua presença até o fim do mundo (Mateus 28.16-20 ; Marcos 16.15-18).

Essa reconstituição continua sendo uma hipótese de trabalho fundada no conjunto dos testemunhos evangélicos. Apresenta, contudo, a vantagem de respeitar a ordem natural dos relatos, de integrar o conjunto das informações disponíveis e de explicar a maioria das dificuldades aparentes sem recorrer a modificações importantes da cronologia relatada pelos evangelistas.

VII. Em seguida, pedimos que integrasse todos os detalhes

Se o objetivo é retomar todos os detalhes contidos em Mateus 27.57–28.20, Marcos 15.42–16.20, Lucas 23.50–24.53, João 19.31–21.23, então é preciso ir muito além da síntese anterior.

O principal problema não é a cronologia geral (sepultamento → túmulo vazio → aparições → Galileia → ascensão), mas a integração de cada detalhe secundário:

  • o papel de José de Arimateia;
  • a intervenção de Nicodemos;
  • a verificação de Pilatos;
  • a presença das mulheres na crucificação;
  • o preparo dos aromas;
  • a guarda romana;
  • o selamento do túmulo;
  • o terremoto;
  • os guardas derrubados;
  • os diferentes grupos de mulheres;
  • os anjos;
  • os dois discípulos de Emaús;
  • a aparição a Pedro;
  • Tomé;
  • a pesca milagrosa;
  • a reabilitação de Pedro;
  • a ascensão.

Para um estudo acadêmico, eu lhe aconselharia uma cronologia deste tipo:

DIA DA PREPARAÇÃO — SEXTA-FEIRA, 1º DE ABRIL DO ANO 33

Ponto n.º 1

Jesus morre na cruz por volta da hora nona (Mateus 27.50 ; Marcos 15.37 ; Lucas 23.46 ; João 19.30).

Ponto n.º 2

As autoridades pedem a Pilatos que acelere a morte dos condenados, para que os corpos não permaneçam nas cruzes durante o grande da Páscoa (João 19.31).

Ponto n.º 3

Os soldados quebram as pernas dos dois ladrões (João 19.32).

Ponto n.º 4

Constatando que Jesus já está morto, não lhe quebram as pernas (João 19.33).

Ponto n.º 5

Um soldado lhe perfura o lado com um golpe de lança; dele saem sangue e água (João 19.34).

Ponto n.º 6

João ressalta o cumprimento das Escrituras a respeito dos ossos não quebrados e daquele que foi traspassado (João 19.35-37).

Ponto n.º 7

José de Arimateia, membro respeitado do , discípulo secreto de Jesus, esperava o Reino de Deus (Mateus 27.57 ; Marcos 15.43 ; Lucas 23.50-51 ; João 19.38).

Ponto n.º 8

José vai corajosamente a Pilatos para pedir o corpo de Jesus (Marcos 15.43).

Ponto n.º 9

Pilatos se admira da rapidez do falecimento e interroga o (Marcos 15.44).

Ponto n.º 10

O confirma a morte de Jesus (Marcos 15.45).

Ponto n.º 11

Pilatos concede o corpo a José (Marcos 15.45).

Ponto n.º 12

Nicodemos se une a José com cerca de cem libras de mirra e aloés (João 19.39).

Ponto n.º 13

O corpo é descido da cruz (João 19.38).

Ponto n.º 14

O corpo é envolvido num lençol limpo com os aromas (Mateus 27.59 ; Marcos 15.46 ; Lucas 23.53 ; João 19.40).

Ponto n.º 15

Jesus é depositado no túmulo novo de José, escavado na rocha (Mateus 27.60 ; Marcos 15.46 ; Lucas 23.53 ; João 19.41-42).

Ponto n.º 16

Uma grande pedra é rolada diante da entrada (Mateus 27.60 ; Marcos 15.46).

Ponto n.º 17

Maria Madalena e a outra Maria observam o sepultamento (Mateus 27.61).

Ponto n.º 18

Maria Madalena e Maria mãe de José olham onde Jesus é depositado (Marcos 15.47).

Ponto n.º 19

As mulheres da Galileia observam o túmulo e a maneira como o corpo é colocado (Lucas 23.55).

Ponto n.º 20

As mulheres voltam para preparar aromas e perfumes (Lucas 23.56).

Ponto n.º 21

O começa; elas descansam conforme o mandamento (Lucas 23.56).

SAMEDI 2 AVRIL 33

Ponto n.º 22

Os principais sacerdotes e os vão a Pilatos (Mateus 27.62).

Ponto n.º 23

Lembram a profecia dos três dias (Mateus 27.63).

Ponto n.º 24

Temem um roubo do corpo (Mateus 27.64).

Ponto n.º 25

Pilatos lhes concede uma guarda (Mateus 27.65).

Ponto n.º 26

O túmulo é selado e vigiado (Mateus 27.66).

DIMANCHE 3 AVRIL 33

Em seguida, continua-se com:

  • o terremoto;
  • o anjo;
  • os guardas;
  • a partida das mulheres;
  • a questão da pedra;
  • Maria que parte;
  • os anjos;
  • os diferentes anúncios;
  • Pedro e João;
  • Maria sozinha;
  • os dois anjos;
  • Jesus;
  • os guardas;
  • Pedro;
  • Emaús;
  • aparição aos Onze;

o que conduz facilmente a 60 a 80 pontos distintos.

Para um estudo cronológico detalhado como os que você redige, penso que seria preciso visar cerca de 70 pontos numerados, correspondendo cada ponto a um acontecimento único atestado por pelo menos um evangelista. Isso permitiria não perder absolutamente nenhum detalhe do texto bíblico.

DIMANCHE 3 AVRIL 33 — JOUR DE LA RÉSURRECTION

Ponto n.º 27

Ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena, a outra Maria, Salomé, Joana e outras mulheres vão ao túmulo com os aromas que haviam preparado, a fim de concluir os cuidados fúnebres (Mateus 28.1 ; Marcos 16.1-2 ; Lucas 24.1,10 ; João 20.1).

Ponto n.º 28

Antes ou no momento da chegada delas, ocorre um grande terremoto. Um desce do céu, rola a pedra e se assenta sobre ela (Mateus 28.2).

Ponto n.º 29

O aspecto do anjo é resplandecente, semelhante ao relâmpago, e a sua veste é branca como a neve (Mateus 28.3).

Ponto n.º 30

Os guardas são tomados de grande pavor e ficam como mortos (Mateus 28.4).

Ponto n.º 31

As mulheres se perguntam no caminho quem lhes rolará a pedra colocada à entrada do túmulo (Marcos 16.3).

Ponto n.º 32

Ao chegarem, constatam que a pedra, embora muito grande, já foi rolada (Marcos 16.4 ; Lucas 24.2 ; João 20.1).

Ponto n.º 33

Maria Madalena, vendo a pedra removida, parte rapidamente para avisar Simão Pedro e o discípulo a quem Jesus amava. Sua mensagem mostra que ela ainda pensa em uma remoção do corpo: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o puseram» (João 20.2).

Ponto n.º 34

Nesse meio-tempo, as outras mulheres se aproximam do túmulo e entram nele. Não encontram o corpo do Senhor Jesus (Lucas 24.3).

Ponto n.º 35

Veem um jovem vestido de uma , assentado à direita, o que lhes causa pavor (Marcos 16.5).

Ponto n.º 36

Lucas esclarece que dois homens com vestes resplandecentes se apresentam junto a elas. As mulheres, assustadas, baixam o rosto para o chão (Lucas 24.4-5).

Ponto n.º 37

O anjo lhes anuncia que Jesus não está no túmulo, pois ressuscitou como havia dito (Mateus 28.5-6 ; Marcos 16.6 ; Lucas 24.5-6).

Ponto n.º 38

As mulheres são convidadas a olhar o lugar onde o Senhor havia sido depositado, a fim de constatar a ausência do corpo (Mateus 28.6 ; Marcos 16.6).

Ponto n.º 39

Os anjos lembram às mulheres as palavras que Jesus havia proferido na Galileia a respeito de ser entregue aos pecadores, de sua crucificação e de sua ressurreição ao terceiro dia (Lucas 24.6-8).

Ponto n.º 40

As mulheres recebem a ordem de ir anunciar aos discípulos, e particularmente a Pedro, que Jesus ressuscitou e que os precede na Galileia (Mateus 28.7 ; Marcos 16.7).

Ponto n.º 41

As mulheres deixam rapidamente o túmulo, com temor e grande alegria, para transmitir a mensagem recebida (Mateus 28.8).

Ponto n.º 42

Marcos ressalta que elas saem do túmulo trêmulas e atônitas. Em seu pavor imediato, nada dizem a ninguém pelo caminho (Marcos 16.8).

Ponto n.º 43

Jesus vem ao encontro delas e as saúda. Elas se aproximam, abraçam-lhe os pés e o adoram (Mateus 28.9).

Ponto n.º 44

Jesus lhes diz que não temam e lhes confirma a missão de ir avisar os seus irmãos de que devem ir à Galileia, onde o verão (Mateus 28.10).

Ponto n.º 45

Maria Madalena chega junto a Pedro e João e lhes transmite o seu primeiro anúncio, centrado não na ressurreição, mas no aparente desaparecimento do corpo (João 20.2).

Ponto n.º 46

Pedro e o discípulo a quem Jesus amava partem imediatamente para o túmulo. Correm os dois, mas João chega primeiro (João 20.3-4).

Ponto n.º 47

João se inclina para o interior do túmulo e vê os panos de linho ali postos, mas não entra imediatamente (João 20.5).

Ponto n.º 48

Simão Pedro chega por sua vez, entra no túmulo e observa os panos de linho (João 20.6).

Ponto n.º 49

Pedro vê também o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, não com os panos de linho, mas enrolado à parte em outro lugar (João 20.7).

Ponto n.º 50

João entra em seguida no túmulo. Vê e começa a crer, embora os discípulos ainda não compreendam plenamente que, segundo a Escritura, Jesus devia ressuscitar dentre os mortos (João 20.8-9).

Ponto n.º 51

Lucas menciona também a visita de Pedro ao túmulo. Ele observa os panos de linho e volta para casa, admirado do que havia acontecido (Lucas 24.12).

Ponto n.º 52

Pedro e João voltam para o lugar onde estavam hospedados, deixando Maria Madalena junto ao túmulo (João 20.10-11).

Ponto n.º 53

Maria Madalena permanece do lado de fora, junto ao túmulo, e chora. Inclina-se para o interior do sepulcro (João 20.11).

Ponto n.º 54

Vê dois anjos vestidos de branco, assentados no lugar onde havia sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés (João 20.12).

Ponto n.º 55

Os anjos lhe perguntam por que chora. Maria responde que levaram o seu Senhor e que ela não sabe onde o puseram (João 20.13).

Ponto n.º 56

Ao voltar-se, Maria vê Jesus em pé, mas não o reconhece imediatamente (João 20.14).

Ponto n.º 57

Jesus lhe pergunta por que chora e a quem procura. Pensando tratar-se do jardineiro, Maria lhe pergunta onde pôs o corpo, para que ela possa levá-lo (João 20.15).

Ponto n.º 58

Jesus a chama pelo nome: «Maria». Ela então o reconhece e lhe responde: «Rabôni», isto é, Mestre (João 20.16).

Ponto n.º 59

Jesus lhe pede que não o detenha, pois ainda não subiu para o Pai. Confia-lhe a missão de ir aos seus irmãos e anunciar-lhes que sobe para o seu Pai e Pai deles, para o seu Deus e Deus deles (João 20.17).

Ponto n.º 60

Maria Madalena vai anunciar aos discípulos que viu o Senhor e lhes relata as palavras que ele lhe disse (João 20.18).

Ponto n.º 61

Marcos esclarece que Jesus aparece primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios (Marcos 16.9).

Ponto n.º 62

Maria vai levar a notícia àqueles que haviam estado com Jesus, enquanto eles estão de luto e em lágrimas (Marcos 16.10).

Ponto n.º 63

Os discípulos ouvem que ele está vivo e que ela o viu, mas não creem no seu testemunho (Marcos 16.11).

Ponto n.º 64

As outras mulheres também relatam aos onze e a todos os demais o que viram e ouviram. Lucas nomeia Maria Madalena, Joana, Maria mãe de Tiago e as outras mulheres que estavam com elas (Lucas 24.9-10).

Ponto n.º 65

Os apóstolos consideram as palavras delas como delírios sem credibilidade e não creem nelas (Lucas 24.11).

Ponto n.º 66

Nesse meio-tempo, alguns guardas vão à cidade para relatar aos principais sacerdotes tudo o que se passou no túmulo (Mateus 28.11).

Ponto n.º 67

Os principais sacerdotes se reúnem com os anciãos e decidem dar uma grande soma de dinheiro aos soldados (Mateus 28.12).

Ponto n.º 68

Pedem aos guardas que declarem que os discípulos vieram de noite roubar o corpo enquanto eles dormiam (Mateus 28.13).

Ponto n.º 69

As autoridades prometem intervir junto ao governador se o caso chegar aos seus ouvidos, a fim de evitar aos soldados qualquer punição (Mateus 28.14).

Ponto n.º 70

Os soldados aceitam o dinheiro e difundem essa versão. Mateus esclarece que esse relato se espalhou entre os judeus (Mateus 28.15).

Ponto n.º 71

No decorrer desse mesmo dia, Jesus aparece pessoalmente a Simão Pedro. Lucas menciona essa aparição sem dar as circunstâncias, e Paulo também a confirmará em seu resumo da tradição apostólica (Lucas 24.34 ; 1 Coríntios 15.5).

Ponto n.º 72

Dois discípulos deixam Jerusalém para ir a Emaús, povoado situado a cerca de sessenta estádios de Jerusalém. Um deles se chama (Lucas 24.13,18).

Ponto n.º 73

Conversam entre si sobre todos os acontecimentos ocorridos em Jerusalém (Lucas 24.14).

Ponto n.º 74

Jesus se aproxima e caminha com eles, mas os olhos deles estão impedidos de o reconhecer (Lucas 24.15-16).

Ponto n.º 75

Jesus lhes pergunta sobre o assunto da conversa deles. Os dois discípulos se detêm, com o semblante entristecido (Lucas 24.17).

Ponto n.º 76

se admira de que esse desconhecido pareça ignorar os acontecimentos recentes a respeito de Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo (Lucas 24.18-19).

Ponto n.º 77

Os dois discípulos lembram que os principais sacerdotes e os chefes entregaram Jesus para que fosse condenado à morte e crucificado (Lucas 24.20).

Ponto n.º 78

Expressam a sua esperança frustrada: pensavam que Jesus seria aquele que libertaria Israel. Acrescentam que já é o terceiro dia desde esses acontecimentos (Lucas 24.21).

Ponto n.º 79

Relatam também o testemunho das mulheres, que foram ao túmulo de madrugada e não acharam o corpo (Lucas 24.22-23).

Ponto n.º 80

Mencionam que alguns dos discípulos foram ao túmulo e acharam as coisas como as mulheres haviam dito, mas que não viram Jesus (Lucas 24.24).

Ponto n.º 81

Jesus lhes repreende a lentidão em crer em tudo o que os profetas anunciaram (Lucas 24.25).

Ponto n.º 82

Explica-lhes que era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e entrasse na sua glória (Lucas 24.26).

Ponto n.º 83

Começando por Moisés e por todos os profetas, Jesus lhes explica em todas as Escrituras o que a seu respeito estava escrito (Lucas 24.27).

Ponto n.º 84

Ao chegarem perto do povoado de Emaús, Jesus parece querer ir mais adiante, mas os dois discípulos insistem para que fique com eles, pois a tarde está caindo (Lucas 24.28-29).

Ponto n.º 85

Durante a refeição, Jesus toma o pão, abençoa-o, parte-o e o dá a eles (Lucas 24.30).

Ponto n.º 86

Então seus olhos se abrem, eles o reconhecem, mas Jesus desaparece da presença deles (Lucas 24.31).

Ponto n.º 87

Os dois discípulos reconhecem que o coração lhes ardia no peito quando ele lhes falava no caminho e lhes explicava as Escrituras (Lucas 24.32).

Ponto n.º 88

Levantam-se imediatamente e voltam a Jerusalém para se juntar aos onze e aos outros discípulos reunidos (Lucas 24.33).

Ponto n.º 89

Ao chegarem, ficam sabendo que o Senhor ressuscitou verdadeiramente e que apareceu a Simão (Lucas 24.34).

Ponto n.º 90

Relatam por sua vez o que lhes aconteceu no caminho e como reconheceram Jesus ao partir o pão (Lucas 24.35).

Ponto n.º 91

Marcos resume esse episódio indicando que Jesus aparece sob outra forma a dois discípulos que iam para o campo, e que estes voltam para anunciá-lo aos outros, que tampouco acreditam neles (Marcos 16.12-13).

Ponto n.º 92

À noite desse mesmo dia, os discípulos estão reunidos em Jerusalém. As portas estão fechadas por medo dos (João 20.19).

Ponto n.º 93

Jesus se apresenta no meio deles e lhes diz: «Paz seja convosco» (Lucas 24.36 ; João 20.19).

Ponto n.º 94

Os discípulos são tomados de pavor e pensam ver um espírito (Lucas 24.37).

Ponto n.º 95

Jesus os repreende pela perturbação e pelas dúvidas, e depois lhes mostra as mãos e os pés para atestar a sua identidade (Lucas 24.38-40).

Ponto n.º 96

João esclarece que Jesus lhes mostra as mãos e o lado. Os discípulos se alegram então ao ver o Senhor (João 20.20).

Ponto n.º 97

Como ainda não creem plenamente, por causa da alegria e do espanto, Jesus lhes pergunta se têm algo para comer (Lucas 24.41).

Ponto n.º 98

Apresentam-lhe um pedaço de peixe assado. Jesus o toma e o come diante deles, confirmando assim a realidade corporal de sua ressurreição (Lucas 24.42-43).

Ponto n.º 99

Jesus lhes lembra que tudo o que estava escrito a seu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos devia cumprir-se (Lucas 24.44).

Ponto n.º 100

Abre-lhes o entendimento para que compreendam as Escrituras (Lucas 24.45).

Ponto n.º 101

Explica-lhes que o Cristo devia sofrer, ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que em seu nome se pregaria o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém (Lucas 24.46-47).

Ponto n.º 102

Jesus declara aos discípulos que eles são testemunhas dessas coisas (Lucas 24.48).

Ponto n.º 103

Anuncia-lhes o envio da promessa do Pai e lhes pede que permaneçam na cidade até serem revestidos do poder do alto (Lucas 24.49).

Ponto n.º 104

Jesus lhes diz de novo: «Paz seja convosco», e depois os envia como o Pai o enviou (João 20.21).

Ponto n.º 105

Sopra sobre eles e lhes diz: «Recebei o Espírito Santo» (João 20.22).

Ponto n.º 106

Confia-lhes uma autoridade ligada ao anúncio do perdão e ao testemunho apostólico: os pecados perdoados serão perdoados, e os retidos serão retidos (João 20.23).

Ponto n.º 107

Marcos resume essa aparição indicando que Jesus aparece aos onze enquanto estão à mesa e os repreende pela incredulidade e dureza de coração, porque não haviam crido naqueles que o tinham visto ressuscitado (Marcos 16.14).

Ponto n.º 108

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não está com os discípulos durante essa aparição da noite da ressurreição (João 20.24).

HUIT JOURS PLUS TARD — APPARITION À THOMAS

Ponto n.º 109

Depois dessa primeira aparição aos discípulos reunidos em Jerusalém, estes anunciam a Tomé que viram o Senhor (João 20.25).

Ponto n.º 110

Tomé se recusa a crer no testemunho deles. Declara que só crerá se ele mesmo vir a marca dos pregos nas mãos de Jesus e puder pôr o dedo nela, bem como a mão no seu lado (João 20.25).

Ponto n.º 111

Oito dias depois, os discípulos estão reunidos novamente numa casa, e Tomé está desta vez presente com eles (João 20.26).

Ponto n.º 112

Embora as portas estejam fechadas, Jesus aparece subitamente no meio deles e lhes dirige a saudação: «Paz seja convosco» (João 20.26).

Ponto n.º 113

Jesus se dirige diretamente a Tomé e o convida a examinar as suas mãos e o seu lado, demonstrando assim que conhece as palavras que ele havia proferido antes (João 20.27).

Ponto n.º 114

Tomé responde então com uma das mais fortes confissões de fé dos Evangelhos: «Meu Senhor e meu Deus» (João 20.28).

Ponto n.º 115

Jesus declara que Tomé creu porque viu, e em seguida pronuncia uma bem-aventurança em favor daqueles que crerão sem ter visto (João 20.29).

Ponto n.º 116

João lembra que Jesus realizou ainda muitos outros sinais que não estão escritos no seu Evangelho (João 20.30).

Ponto n.º 117

Esclarece que o seu objetivo é levar os leitores a crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, para que, crendo, tenham vida em seu nome (João 20.31).

APPARITIONS EN GALILÉE

Ponto n.º 118

Conforme as instruções transmitidas pelos anjos e confirmadas pelo próprio Jesus, os discípulos vão para a Galileia (Mateus 28.7 ; Mateus 28.10).

Ponto n.º 119

Em um período não precisado, Simão Pedro, Tomé, Natanael de , Tiago, João e outros dois discípulos encontram-se juntos perto do (João 21.1-2).

Ponto n.º 120

Pedro decide ir pescar. Os outros discípulos resolvem acompanhá-lo (João 21.3).

Ponto n.º 121

Passam toda a noite pescando sem apanhar nada (João 21.3).

Ponto n.º 122

Ao romper do dia, Jesus está na praia. Os discípulos não percebem imediatamente que é ele (João 21.4).

Ponto n.º 123

Jesus lhes pergunta se têm algo para comer. Eles respondem que não apanharam nada (João 21.5).

Ponto n.º 124

Jesus lhes ordena que lancem a rede ao lado direito do barco (João 21.6).

Ponto n.º 125

Os discípulos obedecem e realizam uma pesca excepcional, tão abundante que não conseguem mais puxar a rede (João 21.6).

Ponto n.º 126

João compreende então que o homem que está na praia é o Senhor e o indica a Pedro (João 21.7).

Ponto n.º 127

Pedro se lança imediatamente ao mar para chegar mais depressa a Jesus (João 21.7).

Ponto n.º 128

Os outros discípulos chegam à praia no barco, arrastando a rede cheia de peixes (João 21.8).

Ponto n.º 129

Ao chegarem, descobrem uma fogueira de brasas sobre a qual há peixe e pão (João 21.9).

Ponto n.º 130

Jesus lhes pede que tragam alguns dos peixes que acabaram de apanhar (João 21.10).

Ponto n.º 131

Pedro puxa a rede, que contém cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar do número, a rede não se rompe (João 21.11).

Ponto n.º 132

Jesus convida os discípulos a vir comer (João 21.12).

Ponto n.º 133

Nenhum discípulo ousa perguntar-lhe quem é, pois todos sabem que é o Senhor (João 21.12).

Ponto n.º 134

O próprio Jesus distribui o pão e o peixe aos discípulos (João 21.13).

Ponto n.º 135

João esclarece que é a terceira aparição de Jesus a seus discípulos em grupo desde a sua ressurreição (João 21.14).

RÉHABILITATION DE PIERRE

Ponto n.º 136

Depois da refeição, Jesus inicia um diálogo pessoal com Simão Pedro (João 21.15).

Ponto n.º 137

Pergunta-lhe pela primeira vez: «Simão, filho de Jonas, tu me amas mais do que estes?» (João 21.15).

Ponto n.º 138

Pedro responde que ama o Senhor. Jesus lhe confia então a responsabilidade de apascentar os seus cordeiros (João 21.15).

Ponto n.º 139

Jesus lhe faz pela segunda vez a mesma pergunta (João 21.16).

Ponto n.º 140

Depois da , Jesus lhe pede que cuide das suas ovelhas (João 21.16).

Ponto n.º 141

Jesus lhe faz a pergunta pela terceira vez. Pedro se entristece com essa repetição, que provavelmente lhe lembra as suas três negações (João 21.17).

Ponto n.º 142

Pedro afirma que Jesus conhece todas as coisas e sabe que o ama (João 21.17).

Ponto n.º 143

Jesus lhe renova então a sua missão pastoral: «Apascenta as minhas ovelhas» (João 21.17).

ANNONCE DU MARTYRE DE PIERRE

Ponto n.º 144

Jesus anuncia em seguida a Pedro que um dia ele estenderá as mãos e que outro o levará aonde ele não queira ir (João 21.18).

Ponto n.º 145

João esclarece que essa palavra anunciava o gênero de morte com que Pedro glorificaria a Deus (João 21.19).

Ponto n.º 146

Jesus conclui essa conversa com o chamado: «Segue-me» (João 21.19).

À PROPOS DE JEAN

Ponto n.º 147

Pedro avista atrás de si o discípulo a quem Jesus amava, aquele que se recostara sobre o seu peito durante a última ceia (João 21.20).

Ponto n.º 148

Pedro pergunta então a Jesus o que será desse discípulo (João 21.21).

Ponto n.º 149

Jesus lhe responde que o futuro de João não lhe diz respeito e que ele deve simplesmente segui-lo (João 21.22).

Ponto n.º 150

Espalha-se então entre os irmãos o rumor de que João não morreria (João 21.23).

Ponto n.º 151

João corrige essa interpretação esclarecendo que Jesus nunca afirmara que ele não morreria, mas apenas dissera: «Se eu quero que ele permaneça até que eu venha» (João 21.23).

APPARITION SUR LA MONTAGNE DE GALILÉE

Ponto n.º 152

Os onze discípulos vão em seguida ao monte da Galileia que Jesus lhes havia indicado (Mateus 28.16).

Ponto n.º 153

Quando veem Jesus, adoram-no, embora alguns ainda guardem dúvidas (Mateus 28.17).

Ponto n.º 154

Jesus declara que toda a autoridade lhe foi dada no céu e na terra (Mateus 28.18).

Ponto n.º 155

Ordena aos seus discípulos que vão e façam discípulos de todas as nações (Mateus 28.19 ; Marcos 16.15).

Ponto n.º 156

Devem batizar os novos discípulos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28.19).

Ponto n.º 157

Devem ensinar-lhes a guardar tudo o que Jesus lhes ordenou (Mateus 28.20).

Ponto n.º 158

Jesus promete estar com eles todos os dias até o fim do mundo (Mateus 28.20).

Ponto n.º 159

Marcos relata também a missão universal de proclamar o Evangelho a toda a criação (Marcos 16.15).

Ponto n.º 160

Jesus declara que aquele que crer e for batizado será salvo, ao passo que aquele que não crer será condenado (Marcos 16.16).

Ponto n.º 161

Anuncia vários sinais que acompanharão os que creem: expulsão de demônios, novas línguas, proteção divina e curas (Marcos 16.17-18).

LES DERNIERS JOURS ET L'ASCENSION

Ponto n.º 162

Durante quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus continua aparecendo aos seus discípulos e falando-lhes do Reino de Deus (Atos 1.3).

Ponto n.º 163

Finalmente conduz os seus discípulos para Betânia, na vertente oriental do (Lucas 24.50).

Ponto n.º 164

Jesus levanta as mãos e abençoa os seus discípulos (Lucas 24.50).

Ponto n.º 165

Enquanto os abençoa, é elevado ao céu e desaparece da vista deles (Lucas 24.51 ; Marcos 16.19 ; Atos 1.9).

Ponto n.º 166

Os discípulos o adoram e voltam a Jerusalém cheios de grande alegria (Lucas 24.52).

Ponto n.º 167

Dois anjos anunciam que Jesus voltará um dia da mesma maneira como subiu ao céu (Atos 1.10-11).

Ponto n.º 168

Os discípulos permanecem continuamente no Templo, louvando e bendizendo a Deus (Lucas 24.53).

Ponto n.º 169

Marcos conclui indicando que os discípulos saíram a pregar por toda parte, confirmando o Senhor o seu testemunho com os sinais que o acompanhavam (Marcos 16.20).

Esta versão de 169 pontos integra praticamente todos os acontecimentos mencionados nas passagens que você citou. Para um estudo acadêmico, eu assinalaria, no entanto, como os pontos mais discutidos os pontos 33 a 60 (deslocamentos de Maria Madalena, aparição às mulheres e ordem exata das primeiras aparições), que constituem o verdadeiro nó de toda harmonização dos relatos da ressurreição.

VIII. Análise da resposta da IA

É evidente que fomos surpreendidos pela precisão da resposta obtida, mas também pela rapidez com que foi produzida. De acordo com as verificações que efetuamos, a lista dos 169 pontos parece cobrir de maneira exaustiva o conjunto dos acontecimentos relatados nas passagens estudadas.

O resultado dessa experiência, por vezes desconcertante, mostra que a pode constituir uma ferramenta de assistência particularmente valiosa. Graças à sua capacidade de sintetizar e organizar uma grande quantidade de informações provenientes de numerosas fontes, ela oferece uma ajuda notável para a análise, a verificação e a contextualização de trabalhos de pesquisa.

No entanto, essa experiência ressalta também a importância de possuir um bom conhecimento prévio do assunto estudado. Um domínio suficiente dos textos e das problemáticas abordadas continua sendo indispensável para avaliar criticamente as informações propostas, distinguir os fatos das hipóteses e controlar a pertinência das conclusões apresentadas.

A aparece assim menos como um substituto do trabalho do pesquisador do que como uma ferramenta complementar capaz de enriquecer a reflexão, sugerir pistas de análise e pôr em evidência certos pontos que merecem atenção particular.

Conclusão

A análise crítica realizada a partir da chega a uma constatação particularmente interessante: as conclusões obtidas são muito próximas daquelas a que já tínhamos chegado. Essa convergência não tem nada de surpreendente. As fontes examinadas são as mesmas, a saber, os relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João, e todo pesquisador que conduz um estudo aprofundado desses textos é naturalmente levado a identificar os mesmos dados fundamentais.

Com efeito, os Evangelhos apresentam uma trama geral sólida e coerente que quase a totalidade dos pesquisadores considera historicamente confiável: o sepultamento, a descoberta do túmulo vazio, os testemunhos das mulheres, as diferentes aparições do Cristo ressuscitado e a missão confiada aos discípulos. As principais dificuldades surgem quando se trata de precisar a ordem exata de certos acontecimentos ou os deslocamentos das diferentes testemunhas. Nesse ponto, o exegeta entra inevitavelmente no campo da hipótese e da reconstituição cronológica.

É precisamente nesses pontos que várias soluções podem ser consideradas. As divergências entre os pesquisadores dizem respeito geralmente menos aos fatos em si do que à sua articulação cronológica. No entanto, a análise realizada reconhece que a hipótese adotada em nosso estudo apresenta um alto grau de coerência e permite explicar a maioria dos dados textuais com um mínimo de dificuldades. Ela aparece assim como uma das soluções mais satisfatórias dentre as que podem ser propostas.

Convém também lembrar que as conclusões expostas neste estudo não constituem de modo algum uma revelação nova. Elas se aproximam, em muitos pontos, dos trabalhos de vários pesquisadores e harmonistas que estudaram esses textos antes de nós. Nossa abordagem consiste antes de tudo em reunir, analisar e organizar as informações bíblicas para propor uma reconstituição cronológica tão coerente quanto possível.

Por fim, é importante reconhecer os limites inerentes a esse tipo de pesquisa. Certas questões não podem ser resolvidas com certeza absoluta, em razão da própria natureza das fontes disponíveis. Somos, portanto, levados a privilegiar as hipóteses que nos parecem mais bem fundamentadas, permanecendo conscientes de que continuam sendo hipóteses. Essas escolhas, contudo, não resultam do acaso nem de especulação gratuita; apoiam-se numa análise metódica dos textos, na busca de sua coerência interna e na vontade de levar em consideração o conjunto dos testemunhos evangélicos.