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O Sermão da Montanha (14), o jejum

O artigo analisa o Sermão da Montanha, em que Jesus critica o formalismo religioso dos fariseus. Insiste na importância de motivações sinceras e discretas na prática do jejum e de outros atos religiosos.

12 min jejum hipocrisia Sermão da montanha 20 versículos 3 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 6.16-18 (Bíblia Livre)

E quando jejuardes, não vos mostreis tristonhos, como os hipócritas; porque eles desfiguram seus rostos, para parecerem aos outros que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam sua recompensa.

Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto,

Para não pareceres às pessoas que jejuas, mas sim ao teu Pai, que está em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, ele te recompensará em público.

Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas (Bíblia Livre) não citado no livro
João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Gráfico de barras do ano 31

Local: No planalto abaixo de uma montanha perto de Cafarnaum, na Galileia

Data: Depois da peregrinação pascal a Jerusalém, a 5 de abril de 31

Método: Continuamos com Mateus

Nota sobre o método de trabalho: Mateus foi o único a abordar este assunto neste grande discurso.

Cafarnaum

A crítica do Messias Jesus ao formalismo religioso, nomeadamente no que diz respeito à prática do jejum.

O Sermão da Montanha, o jejum

Sermão

Comentários

Examinamos o sermão da montanha, dividido em 23 secções.

O jejum é o terceiro exemplo que Jesus menciona para denunciar a hipocrisia dos . Tal como na oferta e na oração, critica aqueles que praticam os seus ritos apenas para chamar a atenção. Esta passagem sublinha a importância da atitude de quem jejua, mais do que do jejum em si: cada ação deve ser discreta, sem procurar impressionar.

Nos três exemplos de justiça dos , Jesus segue um esquema semelhante. Nas esmolas (Mateus 6.1-4), na oração (Mateus 6.5-15) e no jejum (Mateus 6.16-18), denuncia a hipocrisia (Mateus 6.2, Mateus 6.5, Mateus 6.16), critica a ostentação pública (Mateus 6.1-2, Mateus 6.5, Mateus 6.16), sublinha a importância das ações secretas (Mateus 6.4, Mateus 6.6, Mateus 6.18) e conclui mencionando que o Pai vê e recompensa esses atos (Mateus 6.4, Mateus 6.6, Mateus 6.8, Mateus 6.18).

A relação de uma pessoa com Deus deve permanecer pessoal e não diz respeito a mais ninguém. Jesus nunca pôs em causa o valor do jejum, mas denunciou o formalismo religioso. Em diversos confrontos com os (Mateus 9.14-15, Marcos 2.18-20, Lucas 5.33-35), é evidente que Jesus queria que cada ação fosse realizada discretamente, não por mero formalismo, mas por uma necessidade autêntica, entre o discípulo e Deus, que saberá recompensá-lo.