PER160

A compaixão do Messias Jesus pela multidão

A perícope 160 analisa Mateus 9.36-38, em que Jesus, em Cafarnaum, é profundamente movido de compaixão pela multidão, «aflita e prostrada como ovelhas que não têm pastor». O termo grego «splagchnizomai» exprime uma compaixão visceral que leva Jesus a ensinar, curar e alimentar, em contraste com a indiferença dos líderes religiosos. Essa compaixão torna-se um modelo para os discípulos.

3 min compaixão Jesus Messias multidão splagchnizomai 2 versículos 1 livro

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 9.36-38 (Bíblia Livre)

Quando ele viu as multidões, teve compaixão delas, porque andavam cansadas e desamparadas, como ovelhas que não têm pastor.

Então disse aos seus discípulos: Em verdade a colheita é grande, porém os trabalhadores são poucos.

Portanto rogai ao Senhor da colheita que envie trabalhadores à sua colheita.

Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas (Bíblia Livre) não citado no livro
João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Ano 32

Local: Cafarnaum, na Galileia

Data: Fevereiro ou março de 32 d.C.

Método: Continuamos com Mateus

Nota sobre o método: Só Mateus relata a obra do Messias Jesus

Mapa de Cafarnaum

Os escritos de Mateus revelam a profunda sensibilidade do Messias Jesus diante dos sofrimentos da multidão.

Jesus tocado pela miséria espiritual da multidão

Jesus tocado pela miséria espiritual da multidão

Comentários

Escolhemos isolar este versículo para pôr em evidência o estado de espírito do Messias Jesus em relação à multidão que o escutava.

Em Mateus 9.36, «movido de compaixão» (ou «cheio de compaixão», segundo algumas traduções) exprime o intenso sentimento de piedade e misericórdia que Jesus sente pelas multidões. Eis o que isso significa:
Jesus vê a multidão e reconhece que ela está «aflita e prostrada, como ovelhas que não têm pastor».

O termo usado em grego, «splagchnizomai», descreve uma emoção profunda sentida nas entranhas, simbolizando uma compaixão intensa e visceral.

O Messias Jesus tem profunda consciência da aflição e das necessidades das pessoas. Ele compreende a situação delas e reconhece a extensão dos seus sofrimentos. Consciente, em particular, do estado de perdição da multidão, dedica-se principalmente a anunciar o reino de Deus e a salvação da alma.

Esse termo indica não apenas uma emoção, mas também a vontade de agir para aliviar o sofrimento. Jesus é levado a agir por amor e compaixão.

A compaixão de Jesus contrasta com os líderes religiosos da época, que muitas vezes negligenciavam as necessidades espirituais e materiais do povo.

A compaixão de Jesus o leva a ensinar, curar e alimentar as multidões, atendendo às suas necessidades físicas e espirituais.

O Messias Jesus mostra aos seus discípulos a importância da compaixão no ministério deles. Eles são chamados a imitar essa atitude no seu próprio serviço aos outros.

Esta passagem ressalta o amor e a profunda solicitude de Jesus pela humanidade, e a maneira como essa compaixão o motiva a agir pelo bem-estar dos outros.

Podemos observar uma diferença significativa entre as motivações do Messias Jesus e as dos líderes religiosos, em particular os .