A história da descoberta do papiro P52 é igualmente fascinante! Veja como tudo aconteceu:
Descoberta
Início do século XX: Bernard Pyne Grenfell e Arthur Surridge Hunt, dois estudiosos da Universidade de Oxford, vasculhavam montes de entulho antigo na região do Faium, no Egito, quando desenterraram centenas de fragmentos de papiro.
1920: Grenfell adquire um pequeno fragmento de papiro medindo cerca de 9 cm por 6 cm. Esse fragmento estava entre outros adquiridos para a Biblioteca John Rylands de Manchester.
Identificação
1935 : Colin Henderson Roberts, também da Universidade de Oxford, classificava esses antigos papiros para a biblioteca. Ele notou um fragmento com palavras gregas familiares1.
1936 : Roberts publica suas conclusões em um artigo intitulado "An Unpublished Fragment of the Fourth Gospel in the John Rylands Library". Ele identificava o fragmento como versículos do Evangelho segundo João (João 18.31-33 no anverso e João 18.37-38 no verso).
Importância
Datação: Graças a um método chamado paleografia, Roberts pôde estimar que o fragmento datava da primeira metade do século II, o que o torna o fragmento mais antigo conhecido do Novo Testamento.
Conservação: O papiro P52 é hoje conservado na Biblioteca John Rylands de Manchester.
Essa descoberta inesperada em meio a detritos permitiu compreender melhor a história e a transmissão dos textos bíblicos. É uma bela história de perseverança e de paixão pela pesquisa histórica!