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Parábola do servo fiel

Este artigo analisa a parábola do servo fiel, destacando a importância da fidelidade e da vigilância na espera da volta certa, porém imprevisível, do Senhor.

6 min parábola servo fiel Jesus discurso escatológico volta do Senhor 7 versículos 5 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 24.45-51 (Bíblia Livre)

Pois quem é o servo fiel e prudente, ao qual o seu senhor pôs sobre os seus trabalhadores, para lhes dar alimento no tempo devido?

Feliz será aquele servo a quem, quando o seu senhor vier, achar fazendo assim.

Em verdade vos digo que ele o porá sobre todos os seus bens.

Porém se aquele servo mau disser em seu coração: “Meu senhor está demorando a chegar”,

e começar a espancar os seus companheiros de serviço, e a comer, e a beber com os beberrões,

o senhor daquele servo chegará num dia que ele não espera, e numa hora que ele não sabe,

e o despedaçará, e porá sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas 21.25-28 (Bíblia Livre)

E haverá sinais no Sol, na Lua, e nas estrelas; e na terra sofrimento entre as nações, como o rugir e agitar do mar.

As pessoas desmaiarão de medo e da expectativa das coisas que vão acontecer ao mundo, porque os poderes dos céus serão abalados.

E então verão o Filho do homem vir em uma nuvem com grande poder e glória.

Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima, e levantai vossas cabeças, porque vosso resgate está perto.

João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Ano 33

Local: O em frente a Jerusalém

Data: quarta-feira, 30 de março do ano 33, à noite

Método: Continuamos com Mateus

Nota sobre o método: Lucas também registra esta passagem

Mapa de Jerusalém e região
Gráfico de barras de quarta-feira

O Messias Jesus, no , pronuncia um discurso sobre o fim dos tempos e acrescenta outra sobre o servo fiel.

Comentários

O Messias Jesus continua sendo o servo fiel por excelência, aquele que cumpriu perfeitamente a vontade do Pai e que se torna o modelo insuperável de todo ministério. Depois dele, a responsabilidade é confiada a homens: primeiro os apóstolos e, ao longo da história, aqueles que Deus chama para cuidar de seus semelhantes.

Eles nunca são senhores, mas servos, literalmente escravos, colocados sob a autoridade do Senhor. Sua missão consiste em alimentar, guiar e proteger o povo de Deus com uma fidelidade inabalável, pois a menor falha nesse papel acarreta consequências irreversíveis.

Mateus 24.45-51 evidencia, assim, o contraste radical entre duas atitudes: a do servo vigilante, que age todos os dias como se o Senhor pudesse voltar a qualquer momento, e a do servo negligente, que se entrega ao abuso de autoridade, à violência ou à busca dos próprios prazeres Lucas 12.35-38.

O primeiro manifesta uma lealdade profunda, visível nas tarefas comuns, no modo de cuidar dos outros e em seu senso agudo de responsabilidade diante de Deus. O segundo revela um coração desviado, que esquece de propósito a volta do Senhor e vive como se Deus estivesse demorando 2 Pedro 3.3-4.

O Messias Jesus ressalta com força que a volta do Senhor é certa, mas imprevisível: acontecerá na hora que ninguém conhece. Essa incerteza não é uma ameaça, mas um chamado a uma ética diária moldada pela esperança. O julgamento anunciado é inapelável, pois reflete a verdade do coração do servo: seu destino depende de sua atitude diante da missão que lhe foi confiada.

Assim, esta passagem convida cada discípulo a examinar a qualidade de sua fidelidade, não no extraordinário, mas no modo de assumir as responsabilidades recebidas. É aí, na constância humilde e no serviço discreto, que se revela o verdadeiro rosto do servo de Cristo 1 Coríntios 4.1-5, pois amar e obedecer ao Senhor se manifesta antes de tudo na fidelidade diária João 14.21.

A passagem de Lucas situa-se em outro momento, o que significa que: ou o Messias Jesus repetiu esse ensino em vários momentos (o que fazia com frequência), ou os evangelistas organizaram as palavras do Messias Jesus conforme seus objetivos teológicos. Nos dois casos, o sentido permanece o mesmo.