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A parábola da figueira

O artigo analisa a parábola da figueira, na qual Jesus ensina a vigilância espiritual diante dos sinais dos tempos. Os acontecimentos que anunciam a aproximação do Reino são vistos não como ameaças, mas como um chamado à preparação e à fé. Destaca-se a estabilidade das palavras de Jesus diante do caráter passageiro do mundo.

8 min parábola da figueira Jesus vigilância Reino de Deus 12 versículos 8 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 24.32-35 (Bíblia Livre)

Aprendei a parábola da figueira: “Quando os seus ramos já ficam verdes, e as folhas brotam, sabeis que o verão está perto”.

Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

Em verdade vos digo que esta geração não passará, até que todas estas coisas aconteçam.

O céu e a terra passarão, mas minhas palavras de maneira nenhuma passarão.

Marcos
Marcos 13.29-31 (Bíblia Livre)

Assim também vós, quando virdes suceder estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

Em verdade vos digo que não passará esta geração, até que todas estas coisas aconteçam.

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras em maneira nenhuma passarão.

Lucas
Lucas 21.29-38 (Bíblia Livre)

E disse-lhes uma parábola: Olhai a figueira, e todas as árvores;

Quando vós vedes elas já brotando, sabeis por vós mesmos que o verão já está perto.

Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Reino de Deus já está perto.

Em verdade vos digo, que esta geração não passará, até que tudo aconteça.

O céu e a terra passarão, mas minhas palavras de maneira nenhuma passarão.

E olhai por vós, para que vossos corações não venham a se encher de ressaca e embriaguez, e das preocupações d esta vida; e vos venha aquele dia de surpresa.

Porque virá como uma armadilha sobre todos os que habitam sobre a face de toda a terra.

Então vigiai sempre, orando para que sejais considerados dignos de escaparem de todas as coisas que irão acontecer, e de ficarem de pé diante do Filho do homem.

E ensinava durante os dias no Templo, porém, às noites saía e as passava no monte, chamado as Oliveiras.

E todo o povo vinha até ele de manhã cedo ao templo, para o ouvir.

João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Ano 33

Local: O em frente a Jerusalém

Data: quarta-feira, 30 de março do ano 33, à noite

Método: Continuamos com Marcos

Nota sobre o método: Mateus e Lucas também registram este discurso

Mapa de Jerusalém e região
Gráfico de barras de quarta-feira

O Messias Jesus, no , pronuncia um discurso sobre o fim dos tempos e acrescenta uma .

Comentários

Em Mateus 24.32-35, Marcos 13.29-31 e Lucas 21.29-38, Jesus emprega a da para ensinar a seus discípulos o discernimento espiritual diante dos sinais do cumprimento dos tempos.

Quando os ramos da ficam tenros e as folhas brotam, todos sabem que o verão está próximo; da mesma forma, os discípulos devem reconhecer, por meio dos acontecimentos do mundo, que o Reino de Deus está próximo. Esta mensagem não busca suscitar o medo, mas encorajar a vigilância, a perseverança e a fé.

Como ressalta o Messias Jesus, “o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” — afirmação solene da estabilidade eterna da sua Palavra e da confiabilidade das suas promessas (Isaías 40.8, Salmos 119.89). Em Lucas 21.34-36, Jesus insiste na necessidade de não se deixar sobrecarregar pelas preocupações da vida cotidiana, a fim de permanecer despertos e prontos para “estar em pé diante do Filho do homem”.

Esses textos se unem ao constante chamado do Novo Testamento à vigilância espiritual (1 Tessalonicenses 5.6, Romanos 13.11-12), à fidelidade na espera (Tito 2.13) e à confiança na solidez da Palavra divina.

Assim, a da torna-se um símbolo de esperança e de preparação: os sinais dos tempos não são uma ameaça, mas um lembrete de que Deus cumpre o seu desígnio de salvação e de que as suas promessas se enraízam numa fidelidade que nunca passa.