PER300

A incredulidade dos judeus

A perícope 300 trata da incredulidade dos judeus diante dos sinais realizados por Jesus, episódio relatado unicamente por João (Jo 12,37-50), situado no Templo de Jerusalém na quarta-feira, 30 de março do ano 33. Em contraste, a oferta da pobre viúva ilustra a fé autêntica. Jesus inverte os critérios humanos: a verdadeira generosidade não se mede pela quantidade dada, mas pela disposição do coração, que oferece a Deus tudo o que se é.

4 min incredulidade judeus Templo de Jerusalém João 12 pobre viúva 2 versículos 2 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus (Bíblia Livre) não citado no livro
Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Ano 33

Local: O pátio do Templo de Jerusalém

Data: quarta-feira, 30 de março do ano 33

Método: Passamos para João

Nota sobre o método: João é o único a relatar este episódio

Mapa de Jerusalém e região
Gráfico de barras de quarta-feira

O Messias Jesus ressalta a incompreensível incredulidade de seus ouvintes.

Comentários

Impressiona-nos ver o Mestre observar atentamente as ofertas depositadas no Templo. As doações dos ricos, lançadas com pompa e ostentação, não podiam passar despercebidas.

Mas como pôde ele reparar nessa humilde viúva e em sua modesta oferta? Duas pequenas moedas, insignificantes aos olhos humanos, valeram no entanto mais do que todas as ricas ofertas.

Se, do ponto de vista matemático, esse raciocínio parece incompreensível, não é assim que o Mestre encara a situação. Essa pobre viúva, que permaneceu anônima em seu tempo, tornou-se famosa no mundo inteiro por seu gesto de fé.

Em Marcos 12.41-44 e Lucas 21.1-4, o Messias Jesus observa, portanto, as pessoas depositarem sua oferta no tesouro do Templo e repara nessa mulher que coloca duas pequenas moedas, tudo o que possui para viver.

Esse gesto, insignificante aos olhos do mundo, torna-se para o Messias um exemplo brilhante de fé, de sinceridade e de doação total. Enquanto os ricos dão do que lhes sobra, ela oferece o que tem de mais precioso: sua confiança em Deus.

O olhar do Messias Jesus não se detém na quantidade, mas na qualidade da oferta e na disposição do coração. Por meio desse relato, o Evangelho inverte os critérios humanos de valor e de grandeza: a verdadeira generosidade não se mede pelo que se dá, mas pelo que se guarda para si.

Essa viúva torna-se assim o símbolo da fé pura, do abandono confiante e da caridade autêntica, convidando-nos a oferecer a Deus não o que nos sobra, mas o que somos, na simplicidade e na humildade do coração.

Essa mulher, viúva e desamparada, insignificante em sua época, tornou-se conhecida no mundo inteiro.